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2009

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou.

Em que momento da vida você cansou.
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.

É renovar as esperanças na vida e o mais importante.
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado.
Chorou muito?
Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes?

É porque você fechou a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora.
Onde você quer chegar?

Ir alto?
Sonhe alto.
Queira o melhor do melhor.
Se pensarmos pequeno
Coisas pequenas teremos.
Mas se desejarmos fortemente o melhor e
Principalmente lutarmos pelo melhor
O melhor vai se instalar na nossa vida.

Carlos Drummond de Andrade

Dialética



"Aufheben era o verbo que Hegel preferia, entre todos os verbos do idioma alemão. Aufheben significa, ao mesmo tempo, conservar e anular; e assim presta homenagem à história humana, que morrendo nasce e rompendo cria."


Eduardo Galeano - O livro dos abraços.

Música pra ver e ouvir (palavras pra ler e curtir)

Um amigo que foi assistir ao show da Vanessa Longoni, citado no post do dia 8 de maio, escreveu o seguinte:

"O espetáculo começa Vanessa: uma mulher - me parece - dessas que não votariam no Bush, não jogam papel na rua e choram quando cortam cebola. Na verdade, dessas que choram também sem as cebolas. Olhar rápido e profundo, encarava principalmente os das primeiras filas. Tanto que certa hora fiquei com vontade de dizer: - Olá, que tal? E certamente ela responderia perguntando se eu ia bem, essas coisas, realmente querendo saber. Mas eu não falava, eu ouvia e via: o corpo pequeno e ágil, com movimentos delicadamente estudados e harmônicos, perfeitamente compassados com os acordes sobre o outono. E a voz (ah, a voz) de uma gigante, tamanha a força e beleza, com um afinamento de dar inveja. Pois assim termina o show: Longoni.
Muita técnica, muita arte, muita beleza e muita música boa. Falar dos músicos é dar tiro em Ximango, principalmente o baixista, o percussionista, o de sapato amarelo e sua gaita e o das cordas. Ou seja: uniformes e integrados. Mas, pra não ficar só nos elogios, uma coisa ruim, muito ruim: o espetáculo termina. E mais: sou contra o CD. É música pra ver e ouvir. O correto seria um DVD."
Roberto Trindade
Viram por que eu pedi autorização pra publicar? Até pra comentar um show, o cara escreve bonito assim (?!). Pois aguardem que em breve vou falar do primeiro livro de contos que esse mesmo cara vai publicar. Conheço os contos. Por isso, recomendo.

Sobre flores e jardins

Pois resolvi plantar, aqui, um jardim.

Tenho a tília no meu nome, mas não é só por isso que o flordetília fala de terra, sementes, água, vento...

Eu realmente procuro pensar na vida da mesma maneira que penso no jardim de minha casa, a que me dedico com tanto prazer, com tanto amor. A vida também precisa de cultivo. E ainda que possa parecer sonhadora demais a metáfora, afirmo-lhes que definitivamente não sei como sobreviveria sem a possibilidade do sonho.

Como escreveu Rubem Alves, "Plantar um jardim é coisa fácil. Basta que uma pessoa queira. Pode-se plantar um pequeno jardim na varanda de um apartamento. Mas para plantar um jardim-cidade, para isso é preciso que muitos sonhem com um jardim. É preciso um povo sonhador. Porque um povo, como disse Santo Agostinho, é um bando de pessoas racionais unidas por um mesmo sonho."

Vez ou outra desanimo, e penso que há interpéries demais. Mas, logo depois, há sempre um sopro novo, um novo botão lembrando que é preciso seguir. Nesse nosso jardim, sei que muitos destes momentos irão aparecer. Estarei junto a Rubem Alves buscando o jardim-cidade. Obrigada, Rubem. É sempre renovador ler tuas palavras. Se me fosse possível, sentaria todas as tardes para conversar, te ouvir. Sempre que tenho o prazer de me deparar com palavras tuas é assim que me sinto. Sentada na grama, debaixo de um pé de tília, proseando...

Escrevendo

Esta é uma estréia.
Bom, pelo menos nesse formato.
Escrever, para mim, sempre foi hábito.
Mantenho diários literários e gráficos, desde os 14 anos (e lá se vão mais de 20)...

É recente também, minha incursão como leitora no mundo dos Blogs.
Tudo começou lendo Rita Apoena.

E agora, parece que não posso mais evitar fazer parte do time.

Resisitir? Pra quê?!

Então, merda pra mim!